paredes me turvam a visão, e não sei
se é você ou se sou eu,
mas sinto que outono está chegando
sorrateiramente entrando
e afastando toda imagem que restou.
é, sempre foi você.
e quem sempre ficou nesse escuro todo
que vem chegando, e derrubando mundos - eu.
no final, era isso que a gente queria.
mas eu não olho para essa janela, até a primavera
chegar.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
paredes me turvam a visão, e não sei
se é você ou se sou eu,
mas sinto que outono está chegando
sorrateiramente entrando
e afastando toda imagem que restou.
é, sempre foi você.
e quem sempre ficou nesse escuro todo
que vem chegando, e derrubando mundos - eu.
no final, era isso que a gente queria.
mas eu não olho para essa janela, até a primavera
chegar.
se é você ou se sou eu,
mas sinto que outono está chegando
sorrateiramente entrando
e afastando toda imagem que restou.
é, sempre foi você.
e quem sempre ficou nesse escuro todo
que vem chegando, e derrubando mundos - eu.
no final, era isso que a gente queria.
mas eu não olho para essa janela, até a primavera
chegar.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Era de um delicado incrível o cair da franja
em seus olhos.E de forma suave,com os dedos,
colocava a franja novamente atrás da orelha.
Tinha um andar peculiar,e as palavras lhe saíam
a boca com um tom entre pueril e professoral.
Tinha medo do doce que o amor proporciona quando
se entregar sem medo e completo.Mas,um dia ela provou
disso,e lhe dói as entranhas até hoje de saber que
acabou.Dá uma dor de saudade,dor de quem já foi e
que só com uma mudança no cosmos para fazer retornar.
Sentia sua aprendizagem,sua mudança.Era uma etapa
terminada e ela precisava começar outra (porque a
vida,minha gente,é sucessão de etapas).
Entrou no carro,olhou para o céu - Porra!existe pôr-do-sol
mais perfeito que esse?
Não quis os amigos na sua partida,era quase intolerável
a sensação de ver todos eles lá,eles que,assim como ela,
tocaram no fino da vida,em uma união quase siamesa.
Sempre achou de um triste lindo as despedidas nos filmes,
mas chegada a sua vez viu que não dava - não dava.
- Foi melhor assim.
Com os olhos úmidos,seguiu viagem.
em seus olhos.E de forma suave,com os dedos,
colocava a franja novamente atrás da orelha.
Tinha um andar peculiar,e as palavras lhe saíam
a boca com um tom entre pueril e professoral.
Tinha medo do doce que o amor proporciona quando
se entregar sem medo e completo.Mas,um dia ela provou
disso,e lhe dói as entranhas até hoje de saber que
acabou.Dá uma dor de saudade,dor de quem já foi e
que só com uma mudança no cosmos para fazer retornar.
Sentia sua aprendizagem,sua mudança.Era uma etapa
terminada e ela precisava começar outra (porque a
vida,minha gente,é sucessão de etapas).
Entrou no carro,olhou para o céu - Porra!existe pôr-do-sol
mais perfeito que esse?
Não quis os amigos na sua partida,era quase intolerável
a sensação de ver todos eles lá,eles que,assim como ela,
tocaram no fino da vida,em uma união quase siamesa.
Sempre achou de um triste lindo as despedidas nos filmes,
mas chegada a sua vez viu que não dava - não dava.
- Foi melhor assim.
Com os olhos úmidos,seguiu viagem.
tem dias que a gente acorda como se quisesse viver dormindo.viver dormindo para não precisar escutar, e ouvir, e falar coisas reais, com pessoas reais quando tudo para mim só faz sentido nessa utopia doida dos meus anos.com vontade, mas sem força para ibernar horas a fio fico no meio decada ato e palavra: no meio da rua, no meio da vida, no meio de tudo.
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