quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A face do silencio me assusta.Sua inexpressividade cheia de significados me sufoca a alma.


E foi naquela noite que
Senti,no ínfimo de meu ser,
O desespero.
A mudez da dor me tinha;
Entregue aos seus
Encantos,
Experimentei.
Não podia sequer falar.
O momento paralisou o
Canto e calou o grito.
E todas aquelas sensações
Foram se tornando a
Orgia,o sabath
Que tanto tinha repulsa.


(calei quando deveria me render à voz.Calei por vaidade – mera vaidade)


O fato é que por mais que o lirismo da fala me encantasse,a mudez iniciava em mim uma onda de prazer.


Prazer oculto nos meus
Atos puritanos!


Ah,perdi a dádiva da inocência.Não me arrependo.O grito?Quero gritar.Acabar com o êxtase.E só.


E no desespero do pranto
Calado
Morro,vou ao inferno
E me transformo em luz.

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